O presente trabalho consiste no DOSSIÊ DE REGISTRO DO BOI-DA-MANTA manifesto no município mineiro de Confins – MG, como parte intrínseca do patrimônio histórico,
cultural e da memória coletiva local.
Fruto da iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo em parceria com o
Conselho Municipal de Patrimônio Cultural, o registro ora apresentado era um anseio antigo da comunidade, desejosa de salvaguardar a história e a memória desta que é uma das mais importantes tradições do município, às gerações futuras.
Partindo desta motivação, para a etapa de descrição e análise do referido bem imaterial, foram realizadas entrevistas com participantes da tradição, moradores mais antigos do município, além de acesso à registros audio-visuais, documentários e observação
participante quando de sua ocorrência atual. Deve-se salientar o fato de ter sido um trabalho por excelência de resgate, que permitiu a construção mais ampla desta herança cultural.
O apreço e o envolvimento de cada um dos atores que contribuíram de uma forma ou de outra neste processo foi notável, independentemente da etapa realizada (entrevistas, levantamento de dados, registro fotográfico, etc), evidenciando tratar-se de uma referência cultural que confere pertencimento e unidade aos confinenses.

Neste contexto, não poderíamos deixar de registrar os nossos mais sinceros agradecimentos a cada um dos entrevistados, aos integrantes do Grupo Folclórico de Confins, aos membros do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (COMPAC), àqueles que um dia fizeram parte do Boi da Manta e hoje estão presentes na memória e em especial aos que continuam reconstruindo e reescrevendo as páginas da história desta importante tradição popular no
município de Confins, e se esforçando para mantê-la viva. A cada um de vocês, o nosso
sincero reconhecimento e gratidão.

Alguns nomes que emergiram das narrativas e entrevistas realizadas, serão mencionados ao
longo deste trabalho tais como: Julinho, Vavá, Giovana, Pelé, Setenta, Clarice, Santa,
Padeco, Gagaça, Tiú, Aleisson, Eduardo, Neguinho, Euzales, Geraldo, Môra, Neiva, Ana,
Lola, João de Paula, Fulô, José da Luz, Túlio, D. Maria do Sr. Antenor, Bismar, Marquinho
canjica, D. Beatriz … e tantos outros que embora não tenham os seus nomes aqui inscritos,
fizeram parte um dia, ou continuam a fazer parte, mantendo viva a tradição do Boi da
Manta.